segunda-feira, 8 de maio de 2023


 

Resumo e Reflexão sobre o artigo

 “Educação e Ambientes Híbridos de Aprendizagem. Um Processo de Inovação Sustentada"  de António Moreira e Maria João Horta.

Defendido pelos autores, o artigo apresenta uma reflexão teórica sobre as possibilidades de uso de ambientes híbridos de aprendizagem na educação, permitindo combinar elementos do ensino presencial e do ensino a distância, por considerarem que o ensino e aprendizagem podem beneficiar com este tipo de ambiente. Argumentam que os ambientes híbridos permitem uma maior flexibilidade, controle sobre o ritmo de estudo, liberdade de local e personalização do processo de aprendizagem. Tanto alunos como professores podem obter benefícios: aos professores, pode oferecer novas oportunidades para a utilização de recursos educacionais e para a criação de ambientes de aprendizagem mais ricos e diversificados; aos alunos, pode oferecer mais flexibilidade e personalização do processo de aprendizagem, além de permitir que a aprendizagem possa ocorrer num ambiente mais familiar e conveniente.

Os autores apresentam um modelo de processo de inovação sustentada na educação, que se baseia na ideia de que a inovação na educação deve ser um processo contínuo e que envolve a participação de todos os envolvidos no processo educativo, incluindo alunos, professores, gestores e comunidade, na identificação e solução de problemas educacionais e na adoção de tecnologias educacionais. Nesse modelo, os ambientes híbridos de aprendizagem são vistos como uma oportunidade para a inovação sustentada na educação.

O modelo de processo de inovação sustentada na educação, baseia-se em quatro etapas principais:

(1) identificação e análise de problemas educacionais;

 (2) seleção e adaptação de tecnologias educacionais;

(3) implementação e avaliação de projetos piloto;

 (4) disseminação e sustentabilidade dos resultados.

No artigo de António Moreira e Maria João Horta, o blending é citado como uma das modalidades de ambientes híbridos de aprendizagem, que podem beneficiar alunos e professores, permitindo a utilização de recursos educacionais diversos e criando um ambiente de aprendizagem mais rico e personalizado, dada a abordagem participativa e colaborativa que ambas as partes podem usufruir.

Como reflexão, para além do blending, existem outras modalidades de ambientes híbridos de aprendizagem que combinam elementos do ensino presencial e a distância, tais como: sala de aula invertida; rotatividade por estações; aprendizagem móvel; aprendizagem em tempo real; ambientes de aprendizagem personalizados, entre outros.

Todas as modalidades apresentam vantagens e desafios, sendo determinante para a sua escolha os objetivos e necessidades específicas de cada contexto educacional, visando sempre o enriquecimento da aprendizagem dos alunos.

Bibliografia:

Moreira, A. F., & Horta, M. J. (2020). Educação e Ambientes Híbridos de Aprendizagem. Um Processo de Inovação Sustentada. Revista UFG, 20, e66027.

doi: 10.5216/ufg.v20.66027

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