Resumo e Reflexão sobre o artigo
“Educação e Ambientes Híbridos de Aprendizagem. Um Processo de Inovação
Sustentada" de António Moreira e Maria João Horta.
Defendido pelos autores, o artigo apresenta uma reflexão teórica sobre as possibilidades de uso de ambientes híbridos de aprendizagem na educação, permitindo combinar elementos do ensino presencial e do ensino a distância, por considerarem que o ensino e aprendizagem podem beneficiar com este tipo de ambiente. Argumentam que os ambientes híbridos permitem uma maior flexibilidade, controle sobre o ritmo de estudo, liberdade de local e personalização do processo de aprendizagem. Tanto alunos como professores podem obter benefícios: aos professores, pode oferecer novas oportunidades para a utilização de recursos educacionais e para a criação de ambientes de aprendizagem mais ricos e diversificados; aos alunos, pode oferecer mais flexibilidade e personalização do processo de aprendizagem, além de permitir que a aprendizagem possa ocorrer num ambiente mais familiar e conveniente.
Os autores apresentam um modelo de processo de inovação sustentada na
educação, que se baseia na ideia de que a inovação na educação deve ser um
processo contínuo e que envolve a participação de todos os envolvidos no
processo educativo, incluindo alunos, professores, gestores e comunidade, na
identificação e solução de problemas educacionais e na adoção de tecnologias
educacionais. Nesse modelo, os ambientes híbridos de aprendizagem são vistos
como uma oportunidade para a inovação sustentada na educação.
O modelo de processo de inovação sustentada na educação, baseia-se em
quatro etapas principais:
(1) identificação e análise de problemas educacionais;
(2) seleção e adaptação de
tecnologias educacionais;
(3) implementação e avaliação de projetos piloto;
(4) disseminação e
sustentabilidade dos resultados.
No artigo de António Moreira e Maria João Horta, o blending é citado
como uma das modalidades de ambientes híbridos de aprendizagem, que podem beneficiar
alunos e professores, permitindo a utilização de recursos educacionais diversos
e criando um ambiente de aprendizagem mais rico e personalizado, dada a abordagem
participativa e colaborativa que ambas as partes podem usufruir.
Como reflexão, para além do blending,
existem outras modalidades de ambientes híbridos de aprendizagem que combinam
elementos do ensino presencial e a distância, tais como: sala de aula invertida;
rotatividade por estações; aprendizagem móvel; aprendizagem em tempo real; ambientes
de aprendizagem personalizados, entre outros.
Todas as modalidades apresentam
vantagens e desafios, sendo determinante para a sua escolha os objetivos e
necessidades específicas de cada contexto educacional, visando sempre o
enriquecimento da aprendizagem dos alunos.
Bibliografia:
Moreira, A. F., & Horta, M. J. (2020). Educação e
Ambientes Híbridos de Aprendizagem. Um Processo de Inovação Sustentada. Revista
UFG, 20, e66027.
doi: 10.5216/ufg.v20.66027

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