sexta-feira, 12 de maio de 2023


 


Temática 2 

Tecnologias Interativas da Web social para a criação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA)

 

 


 

Vivemos numa sociedade em rede, na web onde a internet nos permite ignorar tempos e espaços e conectar livremente, pesquisando, criando e desenvolvendo conhecimento.

A panóplia de diferentes tecnologias digitais existentes, implica a necessidade de saber filtrar e escolher, para isso terá de haver conhecimento.

Selecionar o tipo de tecnologia mais adequado para a educação, implica que os educadores/professores saibam identificar os objetivos de aprendizagem e avaliar se a tecnologia em questão é capaz de atender a esses objetivos.

Critérios a considerar em função das necessidades dos alunos, assim como, avaliar se o conteúdo a ser ensinado beneficiaria do uso da tecnologia para o ambiente de aprendizagem que se pretende desenvolver.

Para que o professor seja capaz, deve procurar atualizar-se ao longo da vida, acompanhar tendências da educação, da tecnologia e efetuar formação, só assim poderá reunir competências que o habilitem.

Vivemos na era da Cibercultura, na educação híbrida onde o modo Onlife tem cada vez mais razão de predominar e influenciar a educação.

Como defendem os autores Moreira & Horta, (2020), “a educação híbrida deve ser entendida como uma estratégia dinâmica que envolve diferentes recursos tecnológicos, distintas abordagens pedagógicas e diferentes tempos, mas também, enquanto processo de comunicação altamente complexo que promove uma série de interações entre AH e ANH (…).

"A tecnologia não pode substituir o papel do professor, mas pode ampliar a capacidade do professor de apoiar e orientar os alunos." - Mark Edwards

Aprendizagem estimulante para os aprendizes de hoje, é aquela que envolve a integração da web social, do humano-máquina e que permite a conjugação de diferentes tecnologias digitais em rede que promovem a interatividade e conexão.

Explorar o potencial das tecnologias, permite ao professor/orientador face aos seus objetivos e plano pedagógico, saber usá-las a seu favor ou criar ferramentas ou mesmo utilizar recursos já existentes, para implementar no seu ambiente de aprendizagem.

 "O papel do professor é ajudar os alunos a desenvolver habilidades socio-emocionais e competências para o século XXI, como criatividade, colaboração, pensamento crítico e resolução de problemas." - Andreas Schleicher.

Esta temática foi muito útil, permitiu-nos conhecer ferramentas interativas como por exemplo o Videoant, onde comentamos o tema do video disponibilizado. Também pela leitura do livro "Handbook of Emerging Technologies for Learning" foram várias as tecnologias apresentadas, tais como a realidade virtual (VR), a gamificação, a web semântica, a inteligência artificial (IA), etc, que podem ser usadas para criar ambientes virtuais de aprendizagem.

Aprendemos a saber como escolher a tecnologia digital para melhor adequação e eficácia na transmissão do conhecimento, reconhecendo a importância de critérios como: objetivos e design pedagógico, as caraterísticas do aluno, o ambiente de aprendizagem etc. Adquirimos através das leituras sugeridas competências para sabermos ser agentes de mudança atentos à atualidade da realidade virtual, conseguindo perceber o potencial da integração do agente humano com o não humano.

Percebemos que jamais a sociedade e o ensino em particular, poderá ignorar a potencialidade da inteligência artificial (IA). Reconhecemos que a mesma, pode ser utilizada na educação, como um ator não humano e complementar a qualidade do ensino e ampliar as possibilidades de aprendizagem.

 

 

 

Referências Bibliográficas 

  

Castells, M. (2003) A Sociedade em Rede. A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura, Vol. 1, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian. 

 

Lévy, Pierre. (1999). Cibercultura (1°edição). Editora 34 

 

Moreira, J (2022) [EDUCATION] INSPIRATION I Discussion [video file]. Youtube. https://www.youtube.com/watch?v=pB5J0-tL170 

Moreira, J. A., & Horta, M. J. . (2020). Educação e ambientes híbridos de aprendizagem: um processo de inovação sustentada. Revista UFG20(26). https://doi.org/10.5216/revufg.v20.66027 

 

Moreira, J. A. ., & Schlemmer, E. (2020). Por um novo conceito e paradigma de educação digital onlife. Revista UFG20(26). https://doi.org/10.5216/revufg.v20.63438 

 

Siemens, G & Tittenberger, P (2009). Handbook of Emerging Technologies for Learning. https://www.bucks.edu/media/bcccmedialibrary/documents/academics/facultywebresources/Handbook_Emerging-Technologies.pdf 

 


 



Desafio do Professor António Moreira

Video para discussão no Videoant

 

“O futuro da educação com as tecnologias digitais e os atores não humanos.”

Breve Resumo

Ditam as tendências que o futuro incluiu avanços tecnológicos, mudanças demográficas e económicas, ambientais e preocupações com sustentabilidade. Qualquer uma destas tendências influencia o futuro do trabalho e a sociedade como um todo terá de saber responder adequadamente. Vivemos numa sociedade em rede, que nos incita a preparar e adequar o ensino às novas exigências, para que possamos ter pessoas com preparação e capacidade para atuar no mundo do trabalho.

 A educação deverá contemplar a integração das tecnologias digitais, como uma mais valia e recorrer ao seu potencial, tanto com atores humanos como com atores não humanos, para promover desafios, conhecimento inovador, interatividade, estímulos à criatividade entre outros aspetos que permitem desenvolver competências transversais: espírito critico, colaborativo, criativo, seres holísticos evoluídos, em diferentes ambientes virtuais. 

Podemos preparar-nos para o futuro com aprendizagem ao longo da vida em modo Onlife, sempre acompanhados pela tecnologia, motivados e com liberdade para escolher e explorar as nossas motivações, sem limites de tempo e espaço, onde os atores não humanos são compreendidos como agentes fundamentais para o sucesso educativo.

O futuro da educação deve encontrar equilíbrio entre a tecnologia e a experiência humana, só assim teremos uma cidadania democrática, com cidadãos preparados para responder a qualquer nova profissão que surja no futuro.

A cibercultura que nos envolve, tem vindo a mostrar que as escolas tradicionais são já modelos antiquados, que sofrem ajustes por força das circunstâncias e se encontram em transformação. Caminhamos para um novo paradigma educacional, precisamos como nos diz o autor Fava, 2017 “o novo contexto requer profissionais que saibam pensar, sentir, agir, decidir/ escolher” e as escolas precisam “...urgentemente adequar seus sistemas acadêmicos para desenvolver em seus ingressos criatividade, inovação.” (Fava, 2017).

Falamos na necessidade de formação dos docentes, em adquirir competências digitais e conhecimentos transversais que lhes permita delinear um design instrucional com qualidade, que simbolize uma pedagogia híbrida, motivadora, inclusiva e permita dinâmica com o aluno, como defende o autor António Moreira “Uma nova pedagogia, híbrida, inclusiva e sustentada e blended” e com modelos “hybrid flex”.

A interação entre humanos e não humanos, está cada vez mais presente em diferentes áreas da vida quotidiana e na educação é já muito recorrente, um novo mundo se estabelece “está a emergir uma nova parceria humano-máquina”, refere Henry Kissinger (2021). Corroboro com o pensamento da colega Sónia Cotrim quando refere “Para que a educação se adeque a esse novo mundo, a inteligência dos professores (AH) deve ser combinada com a IA (ANH). Devemos aprender a extrair o melhor resultado da IA, mas como humanos, devemos assumir nosso papel de “artistas, designers, arquitetos pedagógicos” (Moreira, 2023) em prol da aprendizagem, conforme o novo paradigma que se estabelece”.

Desenvolver pessoas felizes, com skills adequadas ao mercado do trabalho, seja ele qual for, flexíveis, autónomas, motivadas, colaborativas, abertas ao conhecimento e partilha, com espírito crítico, que sejam capazes de interagir com o modelo professor humano e professor máquina é certamente o caminho inovador que o presente e futuro da educação deverá caminhar de mãos dadas, para evoluir e aperfeiçoar.

 

 

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Reflexões sobre os contributos no Fórum 2

Sala de aula virtual comentando a afirmação abaixo:

"Que pressupostos e critérios devemos usar para selecionar as plataformas e as tecnologias digitais mais adequadas para desenvolver o processo de ensino e aprendizagem?"

Quase todas as dimensões da nossa sociedade têm sofrido alterações com a evolução tecnológica e a inteligência artificial, portanto, a educação sente a necessidade de acompanhar e evoluir.

Neste contexto, tudo me leva acreditar que o ensino no futuro será cada vez mais híbrido, com atividades combinadas entre a distância e o presencial, onde as tecnologias de realidade aumentada e virtual, serão mais utilizadas para criar experiências de aprendizagem mais imersivas e envolventes e o papel da inteligência artificial se faz sentir.

 "O futuro da educação é a tecnologia, mas nunca se pode esquecer que o coração da educação é o professor." - Stephen Hawking.

Assim teremos a combinação de professores humanos e não humanos, envolvidos em processos pedagógicos diferenciados e dirigidos a determinado público alvo.

Concordei com Andreia Bento quando referiu no fórum de discussão que “a integração do digital na educação não pode estar dissociada do desenvolvimento profissional dos docentes”.  Para acompanhar as ferramentas tecnológicas e saber quais escolher para ensinar de acordo com os objetivos atingir e projeto pedagógico, os professores/tutores/orientadores, têm forçosamente de adquirir competências digitais por via da formação.

Considerando que,

 "O papel do professor é ajudar os alunos a desenvolver habilidades socio-emocionais e competências para o século XXI, como criatividade, colaboração, pensamento crítico e resolução de problemas." - Andreas Schleicher ,

Podemos sentir que estamos perante o desafio de professores agentes de mudança, responsáveis por orientar e motivar os alunos, fornecer feedback e avaliação, e ajudá-los a desenvolver habilidades socio-emocionais essenciais para a vida em sociedade e reunirem competências e habilidades para o mercado de trabalho.

Para mim, faz todo o sentido pensar-se num ecossistema onde os atores humanos e não humanos comunicam e juntos fortalecem o conhecimento, sendo sempre a interação entre professor e aluno fundamental para o processo de aprendizagem.

Jamais a sociedade e o ensino em particular, poderá ignorar a potencialidade da inteligência artificial (IA). A mesma, pode ser utilizada como um ator não humano e complementar a qualidade do ensino e ampliar as possibilidades de aprendizagem.

Inserido pelo colega Pedro Videira no fórum de discussão,

“Monteiro e al. (2015 in, Moreira & Horta, 2020, p. 5) referem que a educação híbrida deve ser entendida como uma estratégia dinâmica que envolve diferentes recursos tecnológicos, distintas abordagens pedagógicas e diferentes tempos, mas também, enquanto processo de comunicação altamente complexo que promove uma série de interações entre AH e ANH (…).

Este para mim é o ponto de partida para a seleção e adequação de qualquer plataforma e tecnologia digital. Saber adequar as ferramentas com as abordagens pedagógicas, para atingir os objetivos de aprendizagem pretendidos, considerando o ensino/aprendizagem em permanente dinâmica e envolvimento de diferentes agentes disseminadores de conhecimento.

Resumindo, analisar critérios baseados nas necessidades e objetivos específicos de cada situação educacional:

- avaliar se a plataforma ou tecnologia escolhida é capaz de atender aos objetivos educacionais definidos para o processo de ensino e aprendizagem.

- perfil dos estudantes;

-funcionalidades da plataforma ou outra tecnologia; facilidade de uso; segurança e privacidade: suporte e formação….

Selecionar o tipo de tecnologia mais adequado para a educação, implica que os educadores/professores saibam identificar os objetivos de aprendizagem e avaliar se a tecnologia em questão é capaz de atender a esses objetivos, considerar as necessidades dos alunos e avaliar se o conteúdo a ser ensinado beneficiaria do uso de tecnologia e, em caso positivo, selecionar a tecnologia mais adequada, que seja eficaz em termos de aprendizagem e envolvimento dos alunos (conveniente o professor testar). Para que o professor seja capaz, tem de se atualizar com formação e não parar no tempo, mas sim acompanhar as tendências •

          "A tecnologia não pode substituir o papel do professor, mas pode ampliar a capacidade do professor de apoiar e orientar os alunos." - Mark Edwards

Despertou-me a provocação do Professor quando escreveu no fórum “seremos também "ferramentas" ao serviço da educação?”……certamente que quem não acompanhar e perceber que o digital é muito mais do que ferramenta, ficará certamente para trás e o Chatgpt como ator não humano que tem uma linguagem própria e que comunica, poderá esclarecer que deve evoluir e incluir-se  no ecossistema digital de educomunicação, pra se transformar num bom agente de mudança.

"De acordo com Moreira e Horta (2020), a adoção de modelos de ensino e aprendizagem na era digital requer uma abordagem integrativa, que considere as potencialidades das tecnologias digitais e sua aplicação em práticas pedagógicas inovadoras. A revisão realizada pelos autores destaca a importância de repensar os modelos tradicionais de ensino e explorar novas abordagens que promovam a participação ativa dos alunos e o desenvolvimento de habilidades do século XXI."

Bibliografia

1.    Bates, A. W., & Sangrà, A. (2011). Managing Technology in Higher Education: Strategies for Transforming Teaching and Learning. John Wiley & Sons.

2.    Dias, P., & Osório, A. J. (2017). Ambientes virtuais de aprendizagem: Análise comparativa de plataformas LMS. Revista de Educação a Distância e E-learning, 1-18. 4(2),

3.    Estrela, M. T. (2019). Inovação pedagógica: Desafios para a formação de professores. Educação, Formação & Tecnologias, 12(1), 46-55.

4.    Figueiredo, M. (2018). Da escola aos MOOC: A evolução do ensino e aprendizagem mediados por tecnologias. Revista de Educação a Distância e E-learning, 5(1), 67-82.

5.    Garrison, D. R., & Vaughan, N. D. (2013). Blended learning in higher education: Framework, principles, and guidelines. John Wiley & Sons.

6.    Lai, K. W., & Bower, M. (2019). Introduction to blended learning: Developing and delivering successful online and blended learning. Routledge.

7.    Moreira, J. A., & Horta, H. (2020). Modelos de ensino e aprendizagem na era digital: Uma revisão integrativa. Revista Iberoamericana de Educación a Distancia, 23(2), 45-67.

8.    Reis, C., & Pereira, L. (2016). O papel da tutoria em ambiente virtual de aprendizagem: Estudo de caso no contexto da Universidade Aberta. Revista de Educação a Distância e E-learning, 3(1), 21-33.

 

 

 

 

 

 

 

 




 

segunda-feira, 8 de maio de 2023


 Sala de aula virtual: Fórum 2
    Questão do professor:

Que pressupostos e critérios devemos usar para selecionar as plataformas e as tecnologias digitais mais adequadas para desenvolver o processo de ensino e aprendizagem?

Sendo a área da tecnologia e educação muito dinâmica, a facilidade com que novas ferramentas, publicações e perspetivas surjam é muito frequente. Portanto, torna-se muito importante ficar-se atento às novidades sobre tendências, debates, inovações, para ficarmos atualizados.

De acordo com Moreira & Horta (2020) sugerem “repensar o paradigma educacional onde a comunicação possa assumir um papel fulcral unindo e aproximando atores humanos e não-humanos” (p.6).

Os autores Moreira & Horta (2020) refletem a importância de uma aprendizagem dinâmica, inovadora, atenta à realidade atual, consideram a abordagem de ensino blended, "...esta abordagem blended requer uma mudança no sistema educativo e nos seus mecanismos de apoio, a nível de legislação e estruturas, recursos, desenvolvimento profissional e garantia de qualidade.".

Diferentes atores devem se envolver para promover mudanças sustentáveis na educação híbrida e permanecerem em permanente atualização, delineando estratégias educativas e pedagógicas que promovam um ensino atual, inclusivo, autónomo e cooperativo, tecnologicamente adaptado e dinâmico, onde o aprendiz é visto como um ser holístico.

Alguns pressupostos e critérios a considerar quando se pretendem selecionar plataformas e tecnologias digitais para a finalidade de promover ensino e aprendizagem:

-Escolher as tecnologias de acordo com os objetivos educacionais, dado que as plataformas devem servir para ajudar a alcança-los de forma mais eficiente e eficaz.

-Proceder à escolha da tecnologia de forma inteligente ao selecionar uma ferramenta acessível e de fácil uso para todos os alunos, considerando que cada aluno é diferente.

-Selecionar tecnologia interativa para permitir que os alunos participem frequentemente no processo de aprendizagem e igualmente permita a personalização da aprendizagem, adaptando-se às necessidades individuais de cada aluno.

- Selecionar uma ferramenta tecnologia que permita fornecer o feedback imediato aos alunos é muito importante para que se sintam acompanhados e saibam como estão a progredir, podendo investir em melhorias no caso de necessidade.

Também o aspeto da segurança deve ser tido em conta no ato da seleção das ferramentas digitais, dada a necessidade da proteção de dados pessoais, tanto do aluno como do professor, sendo inclusivamente uma medida legislativa imposta.

Nenhum agente de mudança pode promover excelentes escolhas se não estiver motivado a conhecer, explorar e decidir aplicar, como sendo as melhores apostas para os seus alunos em função do contexto educativo, plano pedagógico e respetivos objetivos a alcançar. Assim, a formação ao longo da vida é extremamente importante

Indico alguns autores de referência da área de tecnologia e educação:

ü  António Moreira - professor catedrático, investigador, tem atuado na área de tecnologia e educação a distância, com ênfase em questões como design instrucional, formação de professores, avaliação da aprendizagem, uso de tecnologias móveis e projetos de inovação pedagógica.

Moreira, A., & Trindade, A. (2018). Teacher professional development and online learning communities: Perspectives, models and challenges. In Handbook of research on teacher education and professional development. IGI Global.

ü  John Dewey - filósofo da educação que defendia a importância da aprendizagem baseada na experiência e na resolução de problemas.

Dewey, J. (2005). Experience and education (Reissue edition). Touchstone.

ü  Paulo Freire - pedagogo brasileiro que propôs uma abordagem crítica e reflexiva da educação, enfatizando a importância do diálogo e da participação dos alunos no processo de aprendizagem.

Freire, P. (2018). Pedagogy of the oppressed. Bloomsbury Publishing.

ü  Howard Gardner - teórico das inteligências múltiplas, que destaca a importância de reconhecer e valorizar as habilidades e talentos individuais dos alunos.

Gardner, H. (2011). Frames of mind: The theory of multiple intelligences. Basic Books.

ü  Seymour Papert - defensor do uso da tecnologia para promover a aprendizagem criativa e personalizada.

Papert, S. (1993). The children's machine: Rethinking school in the age of the computer. Basic Books.

ü  Lev Vygotsky - pioneiro na teoria sociocultural da aprendizagem, que destaca a importância do contexto social e cultural na aprendizagem.

Vygotsky, L. S. (2012). Thought and language. MIT Pres

 

Aprendendo  com o livro: 

                                 “Handbook of Emerging Technologies for Learning”                                George Siemens Peter Tittenberger March, 2009

 Este livro é uma coleção de ensaios que discutem as tecnologias emergentes que podem ser usadas para melhorar a aprendizagem e o seu potencial para transformar a educação.  Apresenta uma ampla gama de tecnologias emergentes, incluindo aprendizagem baseada em jogos educacionais, web semântica, blogs, podcasts, aprendizagem móvel e redes sociais. Cada capítulo foi escrito por um especialista na tecnologia em questão, que discute como ela pode ser usada para melhorar a aprendizagem.

O livro também explora os desafios e oportunidades apresentados pelas tecnologias emergentes, como a acessibilidade, sua eficácia em diferentes contextos de aprendizagem e sua viabilidade financeira.

Constituído por 23 capítulos no total, dedicados à discussão de tecnologias interativas para a criação de ambientes virtuais de aprendizagem, desenvolvidos por um especialista no assunto, sendo que cada capítulo é dedicado a uma tecnologia emergente diferente e seus potenciais impactos na educação. Essas tecnologias são importantes porque permitem que os alunos interajam com o conteúdo de aprendizagem de forma mais envolvida e imersiva, tornando a experiência de aprendizagem mais interessante e eficaz, sendo a probabilidade de retenção do conhecimento maior.

Alguns exemplos de tecnologia interativa discutidos no livro:

ü  A realidade virtual (VR), é uma tecnologia que permite que os usuários entrem em ambientes virtuais em 3D, criando uma experiência imersiva que pode ser usada para fins educacionais. Os autores deste capítulo discutem como a VR pode ser usada para criar ambientes de aprendizagem imersivos e interativos, permitindo que os alunos explorem conceitos abstratos num ambiente mais concreto e envolvente.

ü  A gamificação, é a aplicação de elementos de jogos em ambientes não-jogos, como a aprendizagem. Os autores deste capítulo discutem como a gamificação pode ser usada para motivar os alunos e tornar a aprendizagem mais envolvente e divertida. Também discutem as preocupações comuns sobre a gamificação, como a possibilidade de os alunos ficarem muito focados nos aspetos do jogo e não na aprendizagem em si.

ü  A realidade aumentada (AR), é uma tecnologia que permite sobrepor informações digitais ao mundo físico, criando uma experiência imersiva e interativa para os usuários. Os autores deste capítulo discutem como a AR pode ser usada para fornecer informações adicionais e relevantes aos alunos enquanto eles exploram o ambiente físico, tornando a experiência de aprendizagem mais rica e envolvente.

ü  A inteligência artificial (IA), é uma tecnologia que permite o uso de agentes inteligentes para personalizar a aprendizagem, pode criar tutoriais e jogos de aprendizagem adaptativos, aprendizagem de máquina (machine learning),  automatizar tarefas administrativas, entre outras possibilidades. Esses agentes podem ser programados para adaptar a aprendizagem de acordo com as necessidades e características individuais do aluno, oferecendo feedback personalizado e recursos de aprendizagem adequados ao seu nível de conhecimento e estilo de aprendizagem.

"Agentes inteligentes podem ser programados para adaptar a aprendizagem de acordo com as necessidades e características individuais do aluno, oferecendo feedback personalizado e recursos de aprendizagem adequados ao seu nível de conhecimento e estilo de aprendizagem." (Capítulo 14, "Personalization in Educational Technology")

"O aprendizado de máquina pode ser usado para analisar grandes quantidades de dados de aprendizagem e identificar padrões que possam ajudar a melhorar a eficácia do ensino e da aprendizagem." (Capítulo 7, "Learning Analytics: The Challenges and the Opportunities")

O livro "Handbook of Emerging Technologies for Learning" oferece uma visão alargada dos avanços tecnológicos, e como as ferramentas digitais interativas podem ajudar a melhorar a aprendizagem e o ensino. É portanto, um livro muito interessante para que educadores, profissionais e pesquisadores possam atualizar-se e progredir, aplicando a tecnologia de diversas formas para melhorar a aprendizagem e o ensino.

Bibliografia:

Siemens, G., & Tittenberger, P. (Eds.). (2009). Handbook of emerging technologies for learning. University of Manitoba, Manitoba, Canada: Centre for Educational Research and Information.

 

 

 


 

Resumo e Reflexão sobre o artigo

 “Educação e Ambientes Híbridos de Aprendizagem. Um Processo de Inovação Sustentada"  de António Moreira e Maria João Horta.

Defendido pelos autores, o artigo apresenta uma reflexão teórica sobre as possibilidades de uso de ambientes híbridos de aprendizagem na educação, permitindo combinar elementos do ensino presencial e do ensino a distância, por considerarem que o ensino e aprendizagem podem beneficiar com este tipo de ambiente. Argumentam que os ambientes híbridos permitem uma maior flexibilidade, controle sobre o ritmo de estudo, liberdade de local e personalização do processo de aprendizagem. Tanto alunos como professores podem obter benefícios: aos professores, pode oferecer novas oportunidades para a utilização de recursos educacionais e para a criação de ambientes de aprendizagem mais ricos e diversificados; aos alunos, pode oferecer mais flexibilidade e personalização do processo de aprendizagem, além de permitir que a aprendizagem possa ocorrer num ambiente mais familiar e conveniente.

Os autores apresentam um modelo de processo de inovação sustentada na educação, que se baseia na ideia de que a inovação na educação deve ser um processo contínuo e que envolve a participação de todos os envolvidos no processo educativo, incluindo alunos, professores, gestores e comunidade, na identificação e solução de problemas educacionais e na adoção de tecnologias educacionais. Nesse modelo, os ambientes híbridos de aprendizagem são vistos como uma oportunidade para a inovação sustentada na educação.

O modelo de processo de inovação sustentada na educação, baseia-se em quatro etapas principais:

(1) identificação e análise de problemas educacionais;

 (2) seleção e adaptação de tecnologias educacionais;

(3) implementação e avaliação de projetos piloto;

 (4) disseminação e sustentabilidade dos resultados.

No artigo de António Moreira e Maria João Horta, o blending é citado como uma das modalidades de ambientes híbridos de aprendizagem, que podem beneficiar alunos e professores, permitindo a utilização de recursos educacionais diversos e criando um ambiente de aprendizagem mais rico e personalizado, dada a abordagem participativa e colaborativa que ambas as partes podem usufruir.

Como reflexão, para além do blending, existem outras modalidades de ambientes híbridos de aprendizagem que combinam elementos do ensino presencial e a distância, tais como: sala de aula invertida; rotatividade por estações; aprendizagem móvel; aprendizagem em tempo real; ambientes de aprendizagem personalizados, entre outros.

Todas as modalidades apresentam vantagens e desafios, sendo determinante para a sua escolha os objetivos e necessidades específicas de cada contexto educacional, visando sempre o enriquecimento da aprendizagem dos alunos.

Bibliografia:

Moreira, A. F., & Horta, M. J. (2020). Educação e Ambientes Híbridos de Aprendizagem. Um Processo de Inovação Sustentada. Revista UFG, 20, e66027.

doi: 10.5216/ufg.v20.66027

  Curso Aprendizagem Ativa com Gamificação no eLearning Foi solicitado como trabalho final da UC – Ambientes Virtuais de Aprendizagem (...