quarta-feira, 10 de maio de 2023

Reflexões sobre os contributos no Fórum 2

Sala de aula virtual comentando a afirmação abaixo:

"Que pressupostos e critérios devemos usar para selecionar as plataformas e as tecnologias digitais mais adequadas para desenvolver o processo de ensino e aprendizagem?"

Quase todas as dimensões da nossa sociedade têm sofrido alterações com a evolução tecnológica e a inteligência artificial, portanto, a educação sente a necessidade de acompanhar e evoluir.

Neste contexto, tudo me leva acreditar que o ensino no futuro será cada vez mais híbrido, com atividades combinadas entre a distância e o presencial, onde as tecnologias de realidade aumentada e virtual, serão mais utilizadas para criar experiências de aprendizagem mais imersivas e envolventes e o papel da inteligência artificial se faz sentir.

 "O futuro da educação é a tecnologia, mas nunca se pode esquecer que o coração da educação é o professor." - Stephen Hawking.

Assim teremos a combinação de professores humanos e não humanos, envolvidos em processos pedagógicos diferenciados e dirigidos a determinado público alvo.

Concordei com Andreia Bento quando referiu no fórum de discussão que “a integração do digital na educação não pode estar dissociada do desenvolvimento profissional dos docentes”.  Para acompanhar as ferramentas tecnológicas e saber quais escolher para ensinar de acordo com os objetivos atingir e projeto pedagógico, os professores/tutores/orientadores, têm forçosamente de adquirir competências digitais por via da formação.

Considerando que,

 "O papel do professor é ajudar os alunos a desenvolver habilidades socio-emocionais e competências para o século XXI, como criatividade, colaboração, pensamento crítico e resolução de problemas." - Andreas Schleicher ,

Podemos sentir que estamos perante o desafio de professores agentes de mudança, responsáveis por orientar e motivar os alunos, fornecer feedback e avaliação, e ajudá-los a desenvolver habilidades socio-emocionais essenciais para a vida em sociedade e reunirem competências e habilidades para o mercado de trabalho.

Para mim, faz todo o sentido pensar-se num ecossistema onde os atores humanos e não humanos comunicam e juntos fortalecem o conhecimento, sendo sempre a interação entre professor e aluno fundamental para o processo de aprendizagem.

Jamais a sociedade e o ensino em particular, poderá ignorar a potencialidade da inteligência artificial (IA). A mesma, pode ser utilizada como um ator não humano e complementar a qualidade do ensino e ampliar as possibilidades de aprendizagem.

Inserido pelo colega Pedro Videira no fórum de discussão,

“Monteiro e al. (2015 in, Moreira & Horta, 2020, p. 5) referem que a educação híbrida deve ser entendida como uma estratégia dinâmica que envolve diferentes recursos tecnológicos, distintas abordagens pedagógicas e diferentes tempos, mas também, enquanto processo de comunicação altamente complexo que promove uma série de interações entre AH e ANH (…).

Este para mim é o ponto de partida para a seleção e adequação de qualquer plataforma e tecnologia digital. Saber adequar as ferramentas com as abordagens pedagógicas, para atingir os objetivos de aprendizagem pretendidos, considerando o ensino/aprendizagem em permanente dinâmica e envolvimento de diferentes agentes disseminadores de conhecimento.

Resumindo, analisar critérios baseados nas necessidades e objetivos específicos de cada situação educacional:

- avaliar se a plataforma ou tecnologia escolhida é capaz de atender aos objetivos educacionais definidos para o processo de ensino e aprendizagem.

- perfil dos estudantes;

-funcionalidades da plataforma ou outra tecnologia; facilidade de uso; segurança e privacidade: suporte e formação….

Selecionar o tipo de tecnologia mais adequado para a educação, implica que os educadores/professores saibam identificar os objetivos de aprendizagem e avaliar se a tecnologia em questão é capaz de atender a esses objetivos, considerar as necessidades dos alunos e avaliar se o conteúdo a ser ensinado beneficiaria do uso de tecnologia e, em caso positivo, selecionar a tecnologia mais adequada, que seja eficaz em termos de aprendizagem e envolvimento dos alunos (conveniente o professor testar). Para que o professor seja capaz, tem de se atualizar com formação e não parar no tempo, mas sim acompanhar as tendências •

          "A tecnologia não pode substituir o papel do professor, mas pode ampliar a capacidade do professor de apoiar e orientar os alunos." - Mark Edwards

Despertou-me a provocação do Professor quando escreveu no fórum “seremos também "ferramentas" ao serviço da educação?”……certamente que quem não acompanhar e perceber que o digital é muito mais do que ferramenta, ficará certamente para trás e o Chatgpt como ator não humano que tem uma linguagem própria e que comunica, poderá esclarecer que deve evoluir e incluir-se  no ecossistema digital de educomunicação, pra se transformar num bom agente de mudança.

"De acordo com Moreira e Horta (2020), a adoção de modelos de ensino e aprendizagem na era digital requer uma abordagem integrativa, que considere as potencialidades das tecnologias digitais e sua aplicação em práticas pedagógicas inovadoras. A revisão realizada pelos autores destaca a importância de repensar os modelos tradicionais de ensino e explorar novas abordagens que promovam a participação ativa dos alunos e o desenvolvimento de habilidades do século XXI."

Bibliografia

1.    Bates, A. W., & Sangrà, A. (2011). Managing Technology in Higher Education: Strategies for Transforming Teaching and Learning. John Wiley & Sons.

2.    Dias, P., & Osório, A. J. (2017). Ambientes virtuais de aprendizagem: Análise comparativa de plataformas LMS. Revista de Educação a Distância e E-learning, 1-18. 4(2),

3.    Estrela, M. T. (2019). Inovação pedagógica: Desafios para a formação de professores. Educação, Formação & Tecnologias, 12(1), 46-55.

4.    Figueiredo, M. (2018). Da escola aos MOOC: A evolução do ensino e aprendizagem mediados por tecnologias. Revista de Educação a Distância e E-learning, 5(1), 67-82.

5.    Garrison, D. R., & Vaughan, N. D. (2013). Blended learning in higher education: Framework, principles, and guidelines. John Wiley & Sons.

6.    Lai, K. W., & Bower, M. (2019). Introduction to blended learning: Developing and delivering successful online and blended learning. Routledge.

7.    Moreira, J. A., & Horta, H. (2020). Modelos de ensino e aprendizagem na era digital: Uma revisão integrativa. Revista Iberoamericana de Educación a Distancia, 23(2), 45-67.

8.    Reis, C., & Pereira, L. (2016). O papel da tutoria em ambiente virtual de aprendizagem: Estudo de caso no contexto da Universidade Aberta. Revista de Educação a Distância e E-learning, 3(1), 21-33.

 

 

 

 

 

 

 

 




 

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