Reflexões sobre os contributos no Fórum 2
Sala de aula virtual comentando a afirmação abaixo:
"Que pressupostos e critérios devemos usar para
selecionar as plataformas e as tecnologias digitais mais adequadas para
desenvolver o processo de ensino e aprendizagem?"
Quase todas as dimensões
da nossa sociedade têm sofrido alterações com a evolução tecnológica e a
inteligência artificial, portanto, a educação sente a necessidade de acompanhar
e evoluir.
Neste contexto, tudo me
leva acreditar que o ensino no futuro será cada vez mais híbrido, com
atividades combinadas entre a distância e o presencial, onde as tecnologias de
realidade aumentada e virtual, serão mais utilizadas para criar experiências de
aprendizagem mais imersivas e envolventes e o papel da inteligência artificial
se faz sentir.
"O futuro da educação é a tecnologia, mas
nunca se pode esquecer que o coração da educação é o professor." - Stephen
Hawking.
Assim teremos a combinação de
professores humanos e não humanos, envolvidos em processos pedagógicos
diferenciados e dirigidos a determinado público alvo.
Concordei com Andreia Bento
quando referiu no fórum de discussão que “a integração do digital na
educação não pode estar dissociada do desenvolvimento profissional dos
docentes”. Para acompanhar as
ferramentas tecnológicas e saber quais escolher para ensinar de acordo com os
objetivos atingir e projeto pedagógico, os professores/tutores/orientadores, têm
forçosamente de adquirir competências digitais por via da formação.
Considerando que,
"O papel do professor é ajudar os alunos
a desenvolver habilidades socio-emocionais e competências para o século XXI,
como criatividade, colaboração, pensamento crítico e resolução de
problemas." - Andreas Schleicher ,
Podemos sentir que estamos
perante o desafio de professores agentes de mudança, responsáveis por orientar
e motivar os alunos, fornecer feedback e avaliação, e ajudá-los a desenvolver
habilidades socio-emocionais essenciais para a vida em sociedade e reunirem competências
e habilidades para o mercado de trabalho.
Para mim, faz todo o
sentido pensar-se num ecossistema onde os atores humanos e não humanos
comunicam e juntos fortalecem o conhecimento, sendo sempre a interação entre
professor e aluno fundamental para o processo de aprendizagem.
Jamais a sociedade e o
ensino em particular, poderá ignorar a potencialidade da inteligência artificial
(IA). A mesma, pode ser utilizada como um ator não humano e complementar a
qualidade do ensino e ampliar as possibilidades de aprendizagem.
Inserido pelo colega Pedro
Videira no fórum de discussão,
“Monteiro e al. (2015 in, Moreira &
Horta, 2020, p. 5) referem que a educação híbrida deve ser entendida como uma
estratégia dinâmica que envolve diferentes recursos tecnológicos, distintas
abordagens pedagógicas e diferentes tempos, mas também, enquanto processo de
comunicação altamente complexo que promove uma série de interações entre AH e
ANH (…).
Este para mim é o ponto de partida para a
seleção e adequação de qualquer plataforma e tecnologia digital. Saber adequar
as ferramentas com as abordagens pedagógicas, para atingir os objetivos de
aprendizagem pretendidos, considerando o ensino/aprendizagem em permanente dinâmica
e envolvimento de diferentes agentes disseminadores de conhecimento.
Resumindo, analisar
critérios baseados nas necessidades e objetivos específicos de cada situação
educacional:
- avaliar se
a plataforma ou tecnologia escolhida é capaz de atender aos objetivos
educacionais definidos para o processo de ensino e aprendizagem.
- perfil dos estudantes;
-funcionalidades da
plataforma ou outra tecnologia; facilidade de uso; segurança e privacidade:
suporte e formação….
Selecionar o tipo de
tecnologia mais adequado para a educação, implica que os educadores/professores
saibam identificar os objetivos de aprendizagem e avaliar se a tecnologia em
questão é capaz de atender a esses objetivos, considerar as necessidades dos
alunos e avaliar se o conteúdo a ser ensinado beneficiaria do uso de tecnologia
e, em caso positivo, selecionar a tecnologia mais adequada, que seja eficaz em
termos de aprendizagem e envolvimento dos alunos (conveniente o professor testar).
Para que o professor seja capaz, tem de se atualizar com formação e não parar
no tempo, mas sim acompanhar as tendências •
"A tecnologia não pode substituir o papel do
professor, mas pode ampliar a capacidade do professor de apoiar e orientar os
alunos." - Mark Edwards
Despertou-me a provocação
do Professor quando escreveu no fórum “seremos também "ferramentas"
ao serviço da educação?”……certamente que quem não acompanhar e perceber que o
digital é muito mais do que ferramenta, ficará certamente para trás e o Chatgpt
como ator não humano que tem uma linguagem própria e que comunica, poderá
esclarecer que deve evoluir e incluir-se
no ecossistema digital de educomunicação, pra se transformar num bom
agente de mudança.
"De acordo com Moreira e Horta (2020), a adoção de
modelos de ensino e aprendizagem na era digital requer uma abordagem
integrativa, que considere as potencialidades das tecnologias digitais e sua
aplicação em práticas pedagógicas inovadoras. A revisão realizada pelos autores
destaca a importância de repensar os modelos tradicionais de ensino e explorar
novas abordagens que promovam a participação ativa dos alunos e o
desenvolvimento de habilidades do século XXI."
Bibliografia
1. Bates, A.
W., & Sangrà, A. (2011). Managing
Technology in Higher Education: Strategies for Transforming Teaching and
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2. Dias, P.,
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comparativa de plataformas LMS. Revista
de Educação a Distância e E-learning, 1-18. 4(2),
3. Estrela, M.
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4. Figueiredo,
M. (2018). Da escola aos MOOC: A evolução do ensino e aprendizagem mediados por
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Educação a Distância e E-learning, 5(1), 67-82.
5. Garrison, D. R., & Vaughan, N. D.
(2013). Blended learning in higher education: Framework, principles, and
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6. Lai, K. W., & Bower, M. (2019).
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7. Moreira, J.
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8. Reis, C.,
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aprendizagem: Estudo de caso no contexto da Universidade Aberta. Revista de Educação a Distância e
E-learning, 3(1), 21-33.

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