Desafio do Professor
António Moreira
Video para discussão no
Videoant
“O futuro da educação com as tecnologias digitais e os
atores não humanos.”
Breve Resumo
Ditam as tendências que o futuro incluiu avanços
tecnológicos, mudanças demográficas e económicas, ambientais e preocupações com
sustentabilidade. Qualquer uma destas tendências influencia o futuro do
trabalho e a sociedade como um todo terá de saber responder adequadamente.
Vivemos numa sociedade em rede, que nos incita a preparar e adequar o ensino às
novas exigências, para que possamos ter pessoas com preparação e capacidade
para atuar no mundo do trabalho.
A educação deverá
contemplar a integração das tecnologias digitais, como uma mais valia e
recorrer ao seu potencial, tanto com atores humanos como com atores não
humanos, para promover desafios, conhecimento inovador, interatividade,
estímulos à criatividade entre outros aspetos que permitem desenvolver
competências transversais: espírito critico, colaborativo, criativo, seres
holísticos evoluídos, em diferentes ambientes virtuais.
Podemos preparar-nos para o futuro com aprendizagem ao
longo da vida em modo Onlife, sempre acompanhados pela tecnologia, motivados e
com liberdade para escolher e explorar as nossas motivações, sem limites de
tempo e espaço, onde os atores não humanos são compreendidos como agentes fundamentais
para o sucesso educativo.
O futuro da educação deve encontrar equilíbrio entre a
tecnologia e a experiência humana, só assim teremos uma cidadania democrática,
com cidadãos preparados para responder a qualquer nova profissão que surja no
futuro.
A cibercultura que nos envolve, tem vindo a mostrar que as escolas tradicionais são já modelos antiquados, que sofrem ajustes por força das circunstâncias e se encontram em transformação. Caminhamos para um novo paradigma educacional, precisamos como nos diz o autor Fava, 2017 “o novo contexto requer profissionais que saibam pensar, sentir, agir, decidir/ escolher” e as escolas precisam “...urgentemente adequar seus sistemas acadêmicos para desenvolver em seus ingressos criatividade, inovação.” (Fava, 2017).
Falamos na necessidade de formação dos docentes, em adquirir competências digitais e conhecimentos transversais que lhes permita delinear um design instrucional com qualidade, que simbolize uma pedagogia híbrida, motivadora, inclusiva e permita dinâmica com o aluno, como defende o autor António Moreira “Uma nova pedagogia, híbrida, inclusiva e sustentada e blended” e com modelos “hybrid flex”.
A interação entre humanos e não humanos, está cada vez
mais presente em diferentes áreas da vida quotidiana e na educação é já muito
recorrente, um novo mundo se estabelece “está a emergir uma nova parceria
humano-máquina”, refere Henry Kissinger (2021). Corroboro com o pensamento da
colega Sónia Cotrim quando refere “Para que a educação se adeque a esse novo mundo,
a inteligência dos professores (AH) deve ser combinada com a IA (ANH). Devemos
aprender a extrair o melhor resultado da IA, mas como humanos, devemos assumir
nosso papel de “artistas, designers, arquitetos pedagógicos” (Moreira, 2023) em
prol da aprendizagem, conforme o novo paradigma que se estabelece”.
Desenvolver pessoas felizes, com skills adequadas ao
mercado do trabalho, seja ele qual for, flexíveis, autónomas, motivadas,
colaborativas, abertas ao conhecimento e partilha, com espírito crítico, que
sejam capazes de interagir com o modelo professor humano e professor máquina é
certamente o caminho inovador que o presente e futuro da educação deverá
caminhar de mãos dadas, para evoluir e aperfeiçoar.

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