Olá Professor e Colegas,
Algumas reflexões acerca da sessão virtual síncrona - Dia 3 de abril 2023
Recorrendo ao potencial da tecnologia,
acabo de assistir à sessão gravada e disponibilizada pelo professor no ambiente da
plataforma moodle, tendo o professor selecionado o software Colibri para a aula
síncrona, em ambiente virtual presencial.
Agradeço ter-nos facultado esta possibilidade.
O referido no 1º parágrafo, foi um dos
muitos assuntos discutidos. A panóplia de ferramentas existentes é muito grande
e portanto, saber selecionar e utilizar os softwares de acordo com o modelo
pedagógico escolhido em função do público alvo.
Construir uma educação com qualidade,
atingir metas da Unesco e seguir orientações de relatórios Horizon da EU,
transporta-nos para a consciencialização de que os ecossistemas educacionais,
independentemente dos ambientes de aprendizagem, devem explorar a dimensão
cognitiva, pois só assim a educação será eficaz.
A tendência da educação pende para
ambientes que fundem o analógico com o digital, ambientes híbridos; a sociedade
em rede, a imersão virtual, os ambientes virtuais, tudo isto é recente e
levanta diversas questões, desde logo, questiona opções pedagógicas, formas de
atuar, formas de comunicar, formas de aceitar e incorporar não humanos, modelos
a adotar, entre outros aspetos.
A aprendizagem inerente à
cibercultura, é um desafio que comporta no mínimo 4 dimensões no ecossistema
digital: organizacional, tecnológico, pedagógico e digital.
Nas diferentes abordagens dos colegas
na aula síncrona, foram muitos os aspetos referidos no âmbito das 4 dimensões
que infelizmente conduzem a processos mais lentos e desmotivadores para os
educadores atentos e sensíveis às mudanças, que pretendem acompanhar aspetos
evolutivos na educação. Mas estamos cá em colaboração social a construir novos
caminhos, que sejam para o bem.
A inovação e transformação que poderá
surgir após o looping de onde andamos, o que fazemos e para onde queremos ir,
na minha opinião, carece de reflexão multi-contextualizada e não apenas voltada
para o campo educacional.
A educação em função da idade sofre
influência dos educadores/professores ou orientadores. Se estamos a transmitir
conhecimento ou a orientar conhecimento já ultrapassado ou fora de contexto,
estamos a contribuir para educação sem qualidade. Refiro-me ao que algumas
colegas professoras comentaram e aos comentários do professor acerca da sua própria
informação continuar a ser transferida, sendo o próprio autor a já não valiar o
que outrora achava revelante, urge atuar-se nesse sentido. Como melhorar?
Educação com qualidade parece-me que
deve ser pensada contextualizando os seguintes aspetos:
-o que a sociedade tecnológica nos
disponibiliza, o que temos como ferramentas; que conteúdos, programas
educacionais andamos a “vender”; o que o mercado profissional necessita; como
as pessoas se sentem felizes a aprender…… muito mais poderia aqui referir.
Vou exemplificar: porque se continua a
educar para formatar pessoas para o mercado de trabalho por conta de outrem e
não para empreendedores, desafiadores dos mercados tradicionais, explorando o
que o mundo nos oferece…… outro exemplo, porque a literacia financeira continua
a focar-se nos modelos financeiros tradicionais e não se ensina também o que
hoje é já realidade a cryptocurrency …. Porque não se explora mais o espírito
critico, participativo e diferenciador do aluno, em detrimento de o considerar
hiperactivo e medicar para que seja igual aos outros. Estes e outros exemplos,
implicam vontade das políticas publicas de atualizar conteúdos, tecnologias,
formação, mas também de professores que sejam agentes de mudança que se atualizem
recorrendo a multi-contextos e desenvolvam pedagogicamente formas de ensinar de
acordo com a atualidade, com a sociedade em rede que se depara todos os dias
com novidades.
Gostei muito da forma como o professor
deixou fluir o discurso, sem desviar o objetivo da reunião, transmitiu muito
conhecimento, é um modelo pedagógico que só se encontra à vontade para o utilizar
quando se reúne muito conhecimento, competência e liderança, são destes
professores que precisamos. Obrigada.
Citando os autores Moreira, J. & Rigo, R.,”…orquestrar e aproveitar as
diferentes alternativas propiciadas pelo digital e pelas tecnologias é
necessário repensar a(s) pedagogia(s), pedagogia(s) não apenas direcionada para
o conteúdo, mas também para as competências. Tais pedagogias necessitam
(re)encantar e (re)engajar os estudantes de maneira que as dimensões
comportamentais, emocionais e cognitivas inerentes ao processo de engajamento
possam de fato ocorrer.”p.110.

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