quarta-feira, 5 de abril de 2023


 

Olá Professor e Colegas,

Algumas reflexões acerca da sessão virtual síncrona - Dia 3 de abril 2023


Recorrendo ao potencial da tecnologia, acabo de assistir à sessão gravada e disponibilizada pelo professor no ambiente da plataforma moodle, tendo o professor selecionado o software Colibri para a aula síncrona, em ambiente virtual presencial.

Agradeço ter-nos facultado esta possibilidade.

O referido no 1º parágrafo, foi um dos muitos assuntos discutidos. A panóplia de ferramentas existentes é muito grande e portanto, saber selecionar e utilizar os softwares de acordo com o modelo pedagógico escolhido em função do público alvo.

Construir uma educação com qualidade, atingir metas da Unesco e seguir orientações de relatórios Horizon da EU, transporta-nos para a consciencialização de que os ecossistemas educacionais, independentemente dos ambientes de aprendizagem, devem explorar a dimensão cognitiva, pois só assim a educação será eficaz.

A tendência da educação pende para ambientes que fundem o analógico com o digital, ambientes híbridos; a sociedade em rede, a imersão virtual, os ambientes virtuais, tudo isto é recente e levanta diversas questões, desde logo, questiona opções pedagógicas, formas de atuar, formas de comunicar, formas de aceitar e incorporar não humanos, modelos a adotar, entre outros aspetos.

A aprendizagem inerente à cibercultura, é um desafio que comporta no mínimo 4 dimensões no ecossistema digital: organizacional, tecnológico, pedagógico e digital.

Nas diferentes abordagens dos colegas na aula síncrona, foram muitos os aspetos referidos no âmbito das 4 dimensões que infelizmente conduzem a processos mais lentos e desmotivadores para os educadores atentos e sensíveis às mudanças, que pretendem acompanhar aspetos evolutivos na educação. Mas estamos cá em colaboração social a construir novos caminhos, que sejam para o bem.

A inovação e transformação que poderá surgir após o looping de onde andamos, o que fazemos e para onde queremos ir, na minha opinião, carece de reflexão multi-contextualizada e não apenas voltada para o campo educacional.

A educação em função da idade sofre influência dos educadores/professores ou orientadores. Se estamos a transmitir conhecimento ou a orientar conhecimento já ultrapassado ou fora de contexto, estamos a contribuir para educação sem qualidade. Refiro-me ao que algumas colegas professoras comentaram e aos comentários do professor acerca da sua própria informação continuar a ser transferida, sendo o próprio autor a já não valiar o que outrora achava revelante, urge atuar-se nesse sentido. Como melhorar?

Educação com qualidade parece-me que deve ser pensada contextualizando os seguintes aspetos:

-o que a sociedade tecnológica nos disponibiliza, o que temos como ferramentas; que conteúdos, programas educacionais andamos a “vender”; o que o mercado profissional necessita; como as pessoas se sentem felizes a aprender…… muito mais poderia aqui referir.

Vou exemplificar: porque se continua a educar para formatar pessoas para o mercado de trabalho por conta de outrem e não para empreendedores, desafiadores dos mercados tradicionais, explorando o que o mundo nos oferece…… outro exemplo, porque a literacia financeira continua a focar-se nos modelos financeiros tradicionais e não se ensina também o que hoje é já realidade a cryptocurrency …. Porque não se explora mais o espírito critico, participativo e diferenciador do aluno, em detrimento de o considerar hiperactivo e medicar para que seja igual aos outros. Estes e outros exemplos, implicam vontade das políticas publicas de atualizar conteúdos, tecnologias, formação, mas também de professores que sejam agentes de mudança que se atualizem recorrendo a multi-contextos e desenvolvam pedagogicamente formas de ensinar de acordo com a atualidade, com a sociedade em rede que se depara todos os dias com novidades.

Gostei muito da forma como o professor deixou fluir o discurso, sem desviar o objetivo da reunião, transmitiu muito conhecimento, é um modelo pedagógico que só se encontra à vontade para o utilizar quando se reúne muito conhecimento, competência e liderança, são destes professores que precisamos. Obrigada.

Citando os autores Moreira, J. &  Rigo, R.,”…orquestrar e aproveitar as diferentes alternativas propiciadas pelo digital e pelas tecnologias é necessário repensar a(s) pedagogia(s), pedagogia(s) não apenas direcionada para o conteúdo, mas também para as competências. Tais pedagogias necessitam (re)encantar e (re)engajar os estudantes de maneira que as dimensões comportamentais, emocionais e cognitivas inerentes ao processo de engajamento possam de fato ocorrer.”p.110.


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